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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Carbono Zero Courier


Divulgando....

A empresa Carbono Zero Courier é uma empresa que presta serviços de entregas expressas utilizando somente bicicletas.

A iniciativa nasceu de um sonho de aliar trabalho e geração de riqueza sem gerar agressão ao meio ambiente.

A empresa trabalha por pedalada, o número de pedaladas varia de acordo com a distância. O valor por pedalada é R$9,00.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prédios "energia zero" são o futuro da construção

Fonte: Revista Exame

Para Charles Kibert, engenheiro e professor da Universidade da Flórida, edifícios autossufientes em energia serão o antídoto contra a escassez de recursos.

No futuro, toda a energia consumida por uma família em atividades cotidianas como aquecer a água, usar eletrodomésticos e até mesmo recarregar um veículo elétrico, será fornecida pelo próprio edifício através de fontes renováveis. A afirmação é do engenheiro e professor da Escola de Projeto, Construção e Planejamento da Universidade da Flórida Charles Kibert.

Segundo o especialista, o "Santo Graal" para a sustentabilidade energética da construção civil (setor que consome um terço de toda energia produzida no mundo) são os chamados Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano.
Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo, como Alemanha e Noruega e também nos Estados Unidos. Segundo Kibert, a Califórnia determinou recentemente, que os edifícios residenciais tenham energia zero até 2020 e os comerciais até 2030. "Em um planeta em constante aquecimento, viver dentro do orçamento da energia produzida pela natureza será imperativo", afirma.

EXAME.com: O que são os Zero Energy Buildings e porque eles serão imperativos no futuro?
Charles Kibert: Prédios comerciais e residenciais são grande consumidores energéticos. Nos EUA, eles usam 40% da energia primária e 70% de toda a eletricidade produzida. Se continuarem nesse ritmo, em 2025 eles estarão consumindo mais que o setor industrial e de transportes juntos. A esperança está nos Edifícios de Energia Zero, que ao longo de um ano produzem mais energia do que consomem.
Os métodos de produção podem ser os mais diversos. Nos Estados Unidos, o mais comum é o fotovoltaico, que usa a energia do sol para gerar energia. Tudo depende das características de cada região. A Alemanha tem menor incidência de sol, entretanto produz mais energia solar que a gente devido à sofisticação das tecnologia usada e aos incentivos governamentais.
Para ser um ZEB, um edifício também precisa contar com moradores conscientes, capazes de viver com um "orçamento energético" determinado pela capacidade de produção do sistema adotado.

EXAME.com: Que outras fontes alternativas, além da solar, podem ser usadas?
Charles Kibert: O sistema fotovoltaico é o mais comum por causa de sua simplicidade; são placas estáticas de captação colocadas em um telhado. Mas é possível , também, ter um gerador eólico no topo do edifício e gerar energia a partir do vento. Outras alternativas são a biomassa e até a geotérmica, gerada através do calor proveniente do interior da Terra ou do vapor quente de fontes de água subterrâneas.

EXAME.com: Um edifício pode produzir mais energia do que consome?
Charles Kibert: Pode sim, e os que conseguem são chamados de Net Positive Buildings. A Alemanha possui um sistema bem desenvolvido que conta com um programa para incentivar a adoção de energias renováveis chamado feed-in tariff. Esse mecanismo garante o pagamento de um bônus para a energia que você produz. Nos EUA, temos um sistema parecido na Flórida, onde o consumidor 12 cents pela energia vida da rede elétrica local, mas recebe 25 cents se vender a energia produzida na sua própria casa. Trata-se de um sistema que estimula a produção excedentes de energia limpa nas residências.

EXAME.com: Qualquer tipo de edificação pode ser autossuficiente em energia?
Charles Kibert: Sim, mas todo o sistema deve ser pensando já na concepção da obra e implementado no começo das construção. É muito difícil e extremamente caro adaptar um edifício comum. Atualmente, na Califórnia, as construções residenciais estão mais adiantadas no processo do que as comerciais. Prédios residenciais tendem a ser mais baixos e ter menor área, o que facilita a implementação do sistema de energia alternativa. Quanto maior o prédio, maior a área necessária para implantação do sistema gerador.

EXAME.com: Alguma certificação de construção verde, como o LEED, por exemplo, exige que um edifício seja ZEB?
Charles Kibert: Nos EUA, a American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), um importante centro desenvolvedor de standards energéticos criou, recentemente, um novo selo de energia para edificações cujo padrão máximo de qualificação (A+) só pode ser alcançado por Zero Energy Buildings.
Mas se levarmos em consideração o selo de construção sustentável LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), emitido pelo Green Build Council, veremos que pelo menos 60% de todos os pontos exigidos têm relação com a eficiência energética do prédio.

EXAME.com: Quais os países mais adiantados no desenvolvimento de ZEBs?
Charles Kibert: Há pesquisa e desenvolvimento em todas as partes do mundo, na Noruega, Canadá, Japão, nos EUA, Holanda, Itália, etc. A auto-suficiência energética tem atraído muito atenção hoje em dia por conta do aumento do preço da energia, pelo aquecimento global e problemas climáticos. Ao longo do tempo, os ZEBs diminuem os custos com energia porque usam recursos alternativos e, evitando, o uso de energia de origem fóssil conseguem diminuir as emissões de gases efeito estufa. É uma proposta bastante atrativa sob vários pontos de vista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Livro novo ou usado?

A Livraria Cultura passou a adotar o mesmo modelo da Amazon para venda de livros novos e usados.
Antes a Cultura realizava a venda apenas de livros novos. Hoje fui comprar um livro e o mesmo foi ofertado novo por R$44,90 e o usado por R$22,45. Isto é, exatamente metade do preço.

A política diz que os livros podem ser recomprados pelo programa Mais Leitores com algumas regras. A Livraria Cultura garante que os livros não serão entregues rasgados, rasurados, amassados, grifados, sujos, assinados, com dedicatórias, autografados, com textos ilegíveis e/ou com páginas soltas ou faltantes.

Muito bacana a iniciativa da Cultura. Atitude sustentável e inovadora.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Escola de Inverno

Estou divulgando este evento que achei muito interessante, tanto pela organização como pelos conteúdos.

Chama-se Hub Escola de Inverno e é organizada pelo The Hub - um espaço compartilhado por empreendedores e negócios sociais.

Não é necessário participar do evento inteiro, você pode comprar "horas" de participação. Os temas variam de Sustentabilidade a Criatividade e Inovação.

Ocorre de 12 de julho a 01 de agosto em São Paulo. Os preços são acessíveis.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

As crianças e a sustentabilidade

Estive na semana passada no CPSI 2010 – uma conferência de Criatividade e Inovação que acontece em Buffalo/NY há mais de 50 anos.

Além da conferência para os adultos, acontece na mesma semana a conferência para crianças de 06 a 14 anos com o objetivo de fazê-las pensar diferente, de maneira mais criativa. Um dos temas tratados para as crianças foi Sustentabilidade, conduzido de maneira lúdica e ao mesmo tempo prática. Por exemplo, em um dos dias eles tinham que entrevistar os adultos no horário do almoço fazendo a seguinte pergunta: “O que você faz no seu dia-a-dia pela saúde do planeta, além da reciclagem do seu lixo?”

Fiquei muito surpresa com esta pergunta vindo de alguém tão jovem, principalmente quando não fazemos muito mais do que reciclar o lixo. Em mim gerou um impacto tremendo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Planta Mágica

Quando você pensa em ter um verdinho no escritório ou no seu apartamento, o que você faz?

Que tal, se você puder ter uma plantinha com cuidados simples?

A planta mágica ou ovo mágico é uma opção simples, barata e divertida! Ao comprar, você recebe um ovo de cerâmica (do tamanho de um ovo de verdade). Tudo o que deve fazer é quebrar a parte de cima do ovo com a parte de trás de uma colher, como se fosse um ovo pochet. Depois, é só colocar um pouco de água diariamente. Em menos de 1 semana, sua planta germinará! Além disso, pode escolher a mensagem que quiser na semente.

Além de ser um produto inovador, é sustentável!

Se quiser fazer a sua encomenda, acesse o blog http://plantamagica.tumblr.com/




quinta-feira, 22 de abril de 2010

Arquitetura sustentável na prática


Leiko Motomura coordena a Amima, um escritório de arquitetura que trabalha com soluções que gerem o mínimo impacto sobre o meio ambiente. Ela concedeu a seguinte entrevista para este blog:


Flávia Albo: Quando você começou a trabalhar com este tema, havia algum tipo de resistência das pessoas com a arquitetura sustentável?


Leiko Motomura: Não posso dizer que encontrei resistência porque ao entrar em contato com estas idéias em 1985 quando fui a um Congresso de Arquitetura Solar Passiva em Munich, fiquei tão admirada, que o meu inicio foi abraçar a causa, simplesmente relatar entusiasmada e não convencendo os clientes. Saí à procura de mais informação. Fui a Cuba num Congresso de Ecomateriais e à Colômbia aprender sobre bambus. Depois disto, as pessoas que me ouviam falar, automaticamente se entusiasmavam e se engajavam, permitindo que eu aplicasse os conhecimentos adquiridos.
Hoje em dia, com alguma divulgação sobre os trabalhos realizados, todas as pessoas que me procuram, vem pela forma como trabalhamos.


FA: Como a Amima costuma trabalhar?


LM: O ideal é participar desde a escolha do terreno porque a observação da implantação e insolação são muito importantes para se tirar proveito do sol, aliado fundamental para a eficiência energética de uma construção. Mas nem sempre o cliente nos procura nesta fase porque não imaginam que isto seja importante. Ultimamente temos tido clientes que pedem nossa opinião ao escolherem o terreno, pois já conhecem a maneira como trabalhamos.
Após esta fase, na fase do projeto, a escolha dos materiais é importante, mas não fundamental para a economia de energia. A grande parte da energia gasta num edifício é durante o seu uso e não na fase de produção dos materiais. Sendo assim, a preocupação com o “envelope” do edifício - proteger e isolar do frio e calor, deixando entrar o sol quando preciso, ventilando e iluminando naturalmente – têm um impacto muito maior na economia de energia elétrica. Mas a escolha de equipamentos eficientes (elevadores, ar condicionados, máquinas, bombas, luminárias etc) e projetos complementares eficientes ajudam no todo.


No trato com a água, devemos utilizar metais e louças econômicas. Além disso, o reuso das águas servidas e não só o das chuvas é um item importante a ser considerado.
Quanto aos materiais, a análise de sua composição e produção previne contra o mau uso da matéria-prima e energia para produção, ao mesmo tempo que melhora a qualidade do ar interno ao descartar componentes tóxicos. Às vezes, os sintomas desta má qualidade não chegam a ser uma “doença”, mas aquele mal-estar (vista coçando, nariz escorrendo, alergias, dores de cabeça, etc) que nenhum médico diagnostica como doença, mas é um estado crônico causado por vernizes, colas, materiais sintéticos em carpetes, estofados, tintas etc.


Para completarmos a eficiência, a execução da obra por uma construtora ou empreiteira consciente é fundamental porque uma parte considerável da poluição e lixo que uma construção gera, é durante a obra.
Ter um time afinado tanto nos projetos como na construção, é fundamental.


FA: Em uma grande cidade como São Paulo, quais os grandes desafios de sustentabilidade na arquitetura e construção?


LM: Em primeiro lugar, a dificuldade é fazer com que as pessoas raciocinem no longo prazo, pois não se pode fazer uma decisão pensando somente no hoje/agora.
Na cadeia da construção, todos os projetistas devem estar alinhados (estrutura, hidráulica, elétrica, mecânica etc). As escolas devem estar formando profissionais com estes valores. Nem todas elas estão preocupadas...
As lojas de materiais de construção devem se conscientizar e procurar fornecedores igualmente conscientes. Hoje em dia, é muito difícil achar os “bons materiais”. A pesquisa que temos que fazer é muito grande.
A indústria de materiais por sua vez, tem que se preparar com dados sobre os seus produtos, pois se vamos escolhê-los conforme seu desempenho as informações devem estar disponíveis. Muito poucas têm.
Numa cidade como São Paulo, os problemas são tão potencializados que muitas decisões deveriam vir já com força de lei, para todos cumprirem sem ter que esperar pela conscientização individual gradativa. Na Alemanha, por exemplo, há bons exemplos sendo implantados.
Poderia haver também maior ligação entre as ações de urbanização com os edifícios construídos, pois, mais uma vez, a integração e o estudo conjunto são chaves para a maior eficiência num sentido mais amplo que englobe transporte, setorização e formas de uso das cidades.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Carsharing

Moro em São Paulo e há 2 meses decidi vender meu carro para andar de táxi.

IPVA, seguro, combustível, estacionamento e manutenção são os custos visíveis. Estresse, perda de tempo no trânsito, não poder atender ao telefone, medo de assalto são a parte invisível. Isso sem contar as multas, o risco de você bater em alguém e o dinheiro do carro que pode ser investido em algo mais interessante.

Nunca fui tão feliz em relação ao meu meio de transporte. Moro em uma região central onde há pelo menos uns 10 pontos de táxi a menos de 300 metros. O que eu ouvia no início era que eu era estranha e muito européia, que andar de táxi sai caro. Talvez as pessoas achem caro porque não fazem a conta.

Com certeza há casos em que o carro se faz necessário: quem tem filhos, quem mora longe ou em outra cidade, quem viaja todo fim de semana. Para quem não se encaixa nessas situações, eu recomendo fortemente andar a pé e de táxi. Para quem não se acostumaria a andar com alguém dirigindo para você (um luxo!), existe o carsharing.

Tenho certeza que em pouco tempo São Paulo vai contar com muitos serviços de carsharing – uma excelente alternativa para as grandes cidades principalmente quando unida aos meios de transporte coletivos como o metrô. Por enquanto, a única iniciativa que conheço em funcionamento em São Paulo é a ZazCar. http://www.zazcar.com.br/

Se você tem curiosidade em saber o custo do seu carro, acesse o blog do Henrique Bussacos. Há uma planilha bem simples e didática.