quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Carbono Zero Courier


Divulgando....

A empresa Carbono Zero Courier é uma empresa que presta serviços de entregas expressas utilizando somente bicicletas.

A iniciativa nasceu de um sonho de aliar trabalho e geração de riqueza sem gerar agressão ao meio ambiente.

A empresa trabalha por pedalada, o número de pedaladas varia de acordo com a distância. O valor por pedalada é R$9,00.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Inovação é a página em branco


Fonte: HSM Online

Em 1936, Chaplin atuou, dirigiu e produziu uma fantástica crítica ao mundo industrial, “Tempos Modernos”. Uma sátira a tudo o que estava acontecendo. Muitos já entenderam a destruição causada pela onda industrial no meio-ambiente e estão convencidos que teremos que redesenhar tudo novamente para criar um modelo de vida mais amigo do planeta em que vivemos. Porém, poucos ainda se deram conta do estrago que este modelo de pensar industrial causou em nossas mentes. O alerta dado por Chaplin parece que não foi bem entendido.

Para ganhar escala, criamos o conceito da linha de produção, da seqüência e dos processos. Fomos condicionados na ideia de “compartimentalizar” as coisas, ou seja, de tratar com especialidade cada detalhe das partes.

Fomos treinados para fazer a nossa parte e depois ‘passar o bastão’ para os outros. Também fomos muito eficientes em transmitir este modo de pensar. Criamos um sistema de educação massificado, com pouca, ou quase nenhuma, atenção para as diferenças de cada indivíduo.
E como ficamos cegamente apaixonados pela ideia do medir (estávamos sempre buscando otimizar o tempo de cada processo). Também criamos um rígido sistema de avaliação, para ‘quantificar’ o quanto esta maneira de pensar estava sendo assimilada pelos nossos estudantes.
E mais, para reduzir os possíveis desvios, criamos métodos baseados em formulários, os famosos ‘templates’, onde até pessoas menos capacitadas pudessem realizar as tarefas necessárias em seus trabalhos.

Este jeito de pensar industrial também nos trouxe vários benefícios. A especialização permitiu uma revolução tecnológica que nos ajudou a evoluir a quantidade e qualidade em vários aspectos de nossas vidas. Por exemplo, conseguimos hoje alimentar mais e mais pessoas, nossa expectativa de vida dobrou e descobrimos a cura para várias doenças que ameaçavam nossa existência. Porém, o efeito de escala e o alto grau de especialização parecem ter chegado a um limite crítico. A dose do remédio parece ter sido alta demais e estamos sofrendo vários efeitos colaterais.

Por exemplo, perdemos o costume com o todo. Atualmente, muitos pacientes têm problemas em seus diagnósticos porque os especialistas fornecem pareceres corretos quando vistos de forma isolada, mas errados quando vistos de forma integrada.

Burocratizamos tanto nosso pensar que a muito do que acontece em nossos escritórios se resume a preencher caixinhas. Iludidos, transferimos a confiança e o conhecimento sobre nossas atividades das pessoas para os processos. Vale lembrar que anteriormente não era assim. Todo conhecimento estava nas pessoas.

Antes da revolução industrial, os “Leonardos Da Vinci” da época eram múltiplos e não estavam tão algemados por processos. Tratavam o conhecimento das artes, ciência e tecnologia de forma integrada. Até hoje, a base do conhecimento das comunidades indígenas está nos “Pagés”, que passam as informações para as futuras gerações. Nosso sistema educacional ficou tão preocupado em medir os resultados que esqueceu de motivar as pessoas.

Assim, ensinamos nossos alunos a passarem em testes e estudarem por notas, e não ‘apenas’ pelo conhecimento. Parece que estamos estudando cada vez mais por notas e trabalhando cada vez mais por dinheiro, e não por que estamos curiosos ou pelo que gostamos de fazer.
Nossa comunicação massificada e superficial cria moda sobre novos termos a cada dia, e caímos em uma sopa de palavras onde pouquíssimos são críticos o suficiente para escapar. E assim, nos sentimos perdidos.

A necessidade de rever este jeito de pensar está ficando cada vez mais clara, tanto para indivíduos quanto para organizações. Diante do atual grau de competição, estamos todos sendo pressionados a inovar e ainda nos perguntamos: por que não estamos conseguindo?

Nossos burocratas acham que dá para tratar inovação da mesma forma que tratamos a qualidade. Porém, qualidade está ligada a eficiência operacional. Todas as variáveis são conhecidas e passíveis de serem controladas. Qualidade tem a ver com o presente. Já inovação, envolve a exploração do futuro na convivência com o desconhecido e na construção do novo.

A verdade é que nos nivelamos por baixo. O pensar industrial nos deixou familiarizados com a ordem e o controle, mas nos tirou a familiaridade do caos e do orgânico. Mas, existe uma beleza no orgânico, fluido e caótico que não podemos ignorar. Temos vários exemplos em nosso dia a dia. Por exemplo, a Wikipédia, que através de uma plataforma de interação conseguiu a difícil tarefa de organizar de forma orgânica o conhecimento em uma fantástica enciclopédia, desafio que gigantes da informática tentaram, mas nunca conseguiram ter sucesso.

Falta acordarmos e fazermos uma radical mudança em nosso modo de pensar. Temos que reaprender a ter prazer em navegar no desconhecido. Todos nós temos o potencial de sermos “Da Vincis” e “Einsteins”. O problema é que não acreditamos mais nisso.
Precisamos de um novo renascimento. Precisamos desaprender muito do que nos foi ensinado e reaprender a curtir a página em branco. Por tudo isso, estou convencido que, intelectualmente, inovação significa conforto com a página em branco.

Charles Bezerra

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Innovation Challenge Brasil chega ao fim


A competição de Inovação Corporativa Innovation Challenge - edição brasileira - chegou ao fim no dia 18 de novembro. As 6 equipes finalistas apresentaram pessoalmente seus trabalhos para a banca de jurados (incluso o presidente da Dpaschoal, a empresa que patrocinou a 2ª fase do concurso).

As equipes se empenharam muito na apresentação e na inovação das propostas. Em 1° lugar ficou a equipe da FGV-RJ, em 2° ficou a equipe da COPPEAD-UFRJ e em terceiro a equipe da FDC.

Esta foi a segunda edição brasileira coordenada pelo Insper e foi um grande prazer ter participado como juíza.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O email está com os dias contados

Fonte: O Estado de São Paulo

Facebook lança serviço unificado de mensagens contra Google e Yahoo

Tudo em um. Enquanto os rumores apontavam que a empresa lançaria um serviço para matar o Gmail, Zuckerberg apresentou um sistema integrado de comunicação e deu a entender que o correio eletrônico está morrendo sozinho, por não ser mais usado por jovens.

Muitos esperavam que o Facebook lançasse um serviço de correio eletrônico, mas o presidente da empresa, Mark Zuckerberg, afirmou que o lançamento de ontem é mais do que isso. A maior rede social do mundo apresentou um sistema unificado de mensagens, que une e-mail e comunicação instantânea, para fazer frente aos serviços populares de correio eletrônico do Google, do Yahoo e da Microsoft.

Zuckerberg afirmou que, apesar de o correio eletrônico não estar ficando para trás imediatamente, mais e mais pessoas passarão a usar serviços que integram várias plataformas, como o Facebook. Mais de 4 bilhões de mensagens são enviadas todos os dias pela rede social.
Alguns usuários do Facebook foram convidados a testar o serviço a partir de ontem e, nos próximos meses, ele estará disponível para todos os participantes da rede social.

Entre as funcionalidades do novo serviço, estão uma caixa de entrada para os amigos do usuário e seus contatos no Facebook e outra para e-mail e mensagens. A rivalidade entre o Facebook e o Google deve ter um papel central na definição do futuro da internet. O setor de tecnologia acompanha de perto a briga das duas empresas pelo tempo dos usuários de internet, por receita publicitária e pelos profissionais de talento no Vale do Silício.

O presidente do Facebook apontou que estudantes do ensino médio estão deixando de usar o correio eletrônico, preferindo serviços de bate-papo, mais imediatos e com mensagens mais curtas, porque eles são mais simples, "mais divertidos" e por oferecerem mais valor a quem usa.
Apesar de o e-mail ainda ser a principal forma de comunicação de adultos mais velhos, estudos recentes apontam que esse não é o caso dos jovens. As mensagens via celular ultrapassaram os contatos face a face, o e-mail, os telefonemas e os sistemas de mensagens instantâneas como a principal forma de comunicação dos adolescentes nos Estados Unidos, segundo a Pew Internet & American Life Project.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prédios "energia zero" são o futuro da construção

Fonte: Revista Exame

Para Charles Kibert, engenheiro e professor da Universidade da Flórida, edifícios autossufientes em energia serão o antídoto contra a escassez de recursos.

No futuro, toda a energia consumida por uma família em atividades cotidianas como aquecer a água, usar eletrodomésticos e até mesmo recarregar um veículo elétrico, será fornecida pelo próprio edifício através de fontes renováveis. A afirmação é do engenheiro e professor da Escola de Projeto, Construção e Planejamento da Universidade da Flórida Charles Kibert.

Segundo o especialista, o "Santo Graal" para a sustentabilidade energética da construção civil (setor que consome um terço de toda energia produzida no mundo) são os chamados Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano.
Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo, como Alemanha e Noruega e também nos Estados Unidos. Segundo Kibert, a Califórnia determinou recentemente, que os edifícios residenciais tenham energia zero até 2020 e os comerciais até 2030. "Em um planeta em constante aquecimento, viver dentro do orçamento da energia produzida pela natureza será imperativo", afirma.

EXAME.com: O que são os Zero Energy Buildings e porque eles serão imperativos no futuro?
Charles Kibert: Prédios comerciais e residenciais são grande consumidores energéticos. Nos EUA, eles usam 40% da energia primária e 70% de toda a eletricidade produzida. Se continuarem nesse ritmo, em 2025 eles estarão consumindo mais que o setor industrial e de transportes juntos. A esperança está nos Edifícios de Energia Zero, que ao longo de um ano produzem mais energia do que consomem.
Os métodos de produção podem ser os mais diversos. Nos Estados Unidos, o mais comum é o fotovoltaico, que usa a energia do sol para gerar energia. Tudo depende das características de cada região. A Alemanha tem menor incidência de sol, entretanto produz mais energia solar que a gente devido à sofisticação das tecnologia usada e aos incentivos governamentais.
Para ser um ZEB, um edifício também precisa contar com moradores conscientes, capazes de viver com um "orçamento energético" determinado pela capacidade de produção do sistema adotado.

EXAME.com: Que outras fontes alternativas, além da solar, podem ser usadas?
Charles Kibert: O sistema fotovoltaico é o mais comum por causa de sua simplicidade; são placas estáticas de captação colocadas em um telhado. Mas é possível , também, ter um gerador eólico no topo do edifício e gerar energia a partir do vento. Outras alternativas são a biomassa e até a geotérmica, gerada através do calor proveniente do interior da Terra ou do vapor quente de fontes de água subterrâneas.

EXAME.com: Um edifício pode produzir mais energia do que consome?
Charles Kibert: Pode sim, e os que conseguem são chamados de Net Positive Buildings. A Alemanha possui um sistema bem desenvolvido que conta com um programa para incentivar a adoção de energias renováveis chamado feed-in tariff. Esse mecanismo garante o pagamento de um bônus para a energia que você produz. Nos EUA, temos um sistema parecido na Flórida, onde o consumidor 12 cents pela energia vida da rede elétrica local, mas recebe 25 cents se vender a energia produzida na sua própria casa. Trata-se de um sistema que estimula a produção excedentes de energia limpa nas residências.

EXAME.com: Qualquer tipo de edificação pode ser autossuficiente em energia?
Charles Kibert: Sim, mas todo o sistema deve ser pensando já na concepção da obra e implementado no começo das construção. É muito difícil e extremamente caro adaptar um edifício comum. Atualmente, na Califórnia, as construções residenciais estão mais adiantadas no processo do que as comerciais. Prédios residenciais tendem a ser mais baixos e ter menor área, o que facilita a implementação do sistema de energia alternativa. Quanto maior o prédio, maior a área necessária para implantação do sistema gerador.

EXAME.com: Alguma certificação de construção verde, como o LEED, por exemplo, exige que um edifício seja ZEB?
Charles Kibert: Nos EUA, a American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), um importante centro desenvolvedor de standards energéticos criou, recentemente, um novo selo de energia para edificações cujo padrão máximo de qualificação (A+) só pode ser alcançado por Zero Energy Buildings.
Mas se levarmos em consideração o selo de construção sustentável LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), emitido pelo Green Build Council, veremos que pelo menos 60% de todos os pontos exigidos têm relação com a eficiência energética do prédio.

EXAME.com: Quais os países mais adiantados no desenvolvimento de ZEBs?
Charles Kibert: Há pesquisa e desenvolvimento em todas as partes do mundo, na Noruega, Canadá, Japão, nos EUA, Holanda, Itália, etc. A auto-suficiência energética tem atraído muito atenção hoje em dia por conta do aumento do preço da energia, pelo aquecimento global e problemas climáticos. Ao longo do tempo, os ZEBs diminuem os custos com energia porque usam recursos alternativos e, evitando, o uso de energia de origem fóssil conseguem diminuir as emissões de gases efeito estufa. É uma proposta bastante atrativa sob vários pontos de vista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Livro novo ou usado?

A Livraria Cultura passou a adotar o mesmo modelo da Amazon para venda de livros novos e usados.
Antes a Cultura realizava a venda apenas de livros novos. Hoje fui comprar um livro e o mesmo foi ofertado novo por R$44,90 e o usado por R$22,45. Isto é, exatamente metade do preço.

A política diz que os livros podem ser recomprados pelo programa Mais Leitores com algumas regras. A Livraria Cultura garante que os livros não serão entregues rasgados, rasurados, amassados, grifados, sujos, assinados, com dedicatórias, autografados, com textos ilegíveis e/ou com páginas soltas ou faltantes.

Muito bacana a iniciativa da Cultura. Atitude sustentável e inovadora.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O velho e o novo no design


Não é de hoje que os designers estão utilizando coisas do passado para inovar...

Fonte: Revista Exame

A cada ano, os celulares evoluem, incorporando novos recursos tecnológicos. Mas o designer Raymond Bessemer resolveu inovar, inserindo o passado no presente. Esse é o Jot, uma espécie de celular que substitui o teclado digital pelo giratório dos telefones antigos.
A princípio, a ideia pode soar insólita e do outro mundo, mas o projeto foi desenvolvido para a Samsung. O designer incluiu no projeto um touchpad e uma caneta, já prevendo que não seria muito fácil mandar uma mensagem de texto através do teclado giratório.
De acordo com um blog de design estrangeiro, que divulgou a inovação, o celular possui um display OLED capacitivo e foi projetado para ser produzido em 2015. Resta, agora, aguardar para ver se esse novo tipo de celular vai realmente para frente e se vai encontrar público no mercado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Semana Global do Empreendedorismo


Faltam menos de 25 dias para a Semana Global do Empreendedorismo!

Com a iniciativa, os empreendedores terão acesso a informações, relacionamento, criatividade e inspiração para tirar suas ideias do papel e construir algo único, inovador, original.

O site da Semana Global está pronto para receber as atividades! Para se cadastrar, entre no link http://www.semanaglobal.org.br/cadatividade.php

Em 2009, a iniciativa aconteceu simultaneamente em 90 países com o total de 25 mil atividades, 10 mil parceiros e 7,6 milhões de pessoas envolvidas.
O Brasil, mobilizou 5 milhões de pessoas, o que representa mais da metade do número global, 560 parceiros e 1.735 atividades.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Procura-se empreendedores para mudar o mundo!


Fonte: Newsletter da Endeavor

A segunda edição do Unreasonable Institute (UI) unirá 25 dos empreendedores mais promissores do mundo, que estão trabalhando incansavelmente para resolver grandes problemas sociais e ambientais.

Ao longo de 8 semanas – durante o verão de 2011 (Junho/Julho) – estes empreendedores vão trabalhar e viver com 60 mentores de classe mundial, fazer pitches de seus empreendimentos para investidores em cinco grandes centros empresariais nos Estados Unidos (São Francisco, Boulder, Boston, Nova York e Washington DC), aprender com as maiores organizações de consultoria e ganhar toda a exposição, formação, orientação e acesso a capital inicial necessário para dar asas aos seus empreendimentos.

Em última análise, o instituto está focado em um objetivo: acelerar empreendimentos que irão melhorar significativamente a vida de 1.000.000 pessoas e que as gerações futuras vão lembrar como tendo definido o progresso no nosso tempo. Leia as informações sobre tudo que um Unreasoable Fellow ganha, e veja os requisitos para aplicar.

Se você estiver confiante de que o que você faz o coloca entre os empreendedores mais promissores do mundo, destinado a definir o progresso em nosso tempo, clique aqui para se inscrever! As inscrições terminam no dia 10 de novembro, 2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Inovação na Educação

O professor mais popular do mundo
Fonte: Revista Exame

Para um estudante exemplar, dono de dois diplomas do MIT e um de Harvard, Salman Khan tem uma visão supreendentemente pessimista do ensino nas escolas tradicionais: "As aulas são um saco. Metade dos alunos dorme. Eu dormi." Khan, que também é professor, não pode garantir que ninguém pegue no sono durante as aulas que ele dá, afinal não conhece nenhum de seus alunos, não trabalha numa escola, não suja as mãos de giz nem corrige provas. Khan é um professor de YouTube. Ou melhor: ele é o professor superstar do YouTube. Suas 17 000 aulas em vídeo já foram vistas mais de 23 milhões de vezes, em menos de quatro anos. Seu canal tem mais audiência que todos os vídeos combinados de dezenas de professores do MIT.

Khan é o professor mais popular do mundo por acaso. Depois de se formar em Harvard, foi trabalhar como gestor em um fundo hedge de pequeno porte. Na época, Khan ajudava uma prima de 12 anos que tinha dificuldade em matemática. Ela estava em New Orleans, ele, em Boston. Chegou a criar um software de exercícios, mas depois descobriu que a melhor solução seria gravar vídeos e colocá-los no YouTube. No começo, os alunos eram outros parentes. Em um mês, chegaram os primeiros e-mails de agradecimento de estranhos. Os vídeos começaram a ser vistos centenas, depois milhares de vezes. Em 2009, abandonou o emprego para dedicar-se integralmente ao que batizou de Khan Academy.

O forte ainda é a matemática, mas já há aulas de biologia, química, física e finanças. Os vídeos são rudimentares. Khan grava tudo num pequeno estúdio e ele nunca aparece nos vídeos. Ouve-se apenas sua voz, e na tela preta vão surgindo os traços que ele desenha numa prancheta conectada a seu computador. Apesar dos poucos recursos tecnológicos, o entusiasmo da narração, seja ela sobre a crise de crédito ou um conceito de trigonometria, é percebido imediatamente. Khan é um professor apaixonado. As aulas são curtas: têm entre 10 e 15 minutos, e os temas são sempre bem específicos.

Por intermédio de uma parceria com a ONG World Possible, as aulas da Khan Academy já foram levadas para Etiópia, Serra Leoa, Uganda, Nepal, Índia e Equador. Ele ficou sem salário durante quase um ano e sempre resistiu à venda de publicidade. Mas a iniciativa logo chamou a atenção de gente disposta a contribuir para manter a ideia viva. A Khan Academy recebeu 350 000 dólares em doações de indivíduos. No final de setembro, foi escolhida uma das cinco vencedoras do projeto 10100, um concurso realizado pelo Google que teve mais de 150 000 inscrições de 170 países. O prêmio de 2 milhões de dólares será usado para traduzir as aulas para outras línguas, entre elas o português, diz Khan.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aparelho de TV recebe vídeo pela internet

Eu recomendo!

Fonte: O Estado de São Paulo

Começam a chegar ao Brasil serviços em que o espectador aluga filmes direto da internet, na televisão, competindo com a TV por assinatura.

Enquanto o mercado assiste à polêmica sobre a entrada das teles no mercado de TV paga, com um projeto de lei para o setor à espera da votação no Senado, o conteúdo começa a chegar aos televisores brasileiros por outros meios. Serviços que permitem baixar vídeos da internet diretamente no televisor ameaçam tornar, daqui a algum tempo, essa discussão obsoleta.

A Telefônica começou a vender este mês seu serviço On Video, em que o cliente paga R$ 19,90 por mês por um conversor que é ligado diretamente na banda larga, e pode alugar filmes baixados via internet pela Saraiva, a partir de R$ 3,90, e assistir a conteúdos do Terra. Esse equipamento concorrerá com a Apple TV e o Google TV, que ainda não estão no Brasil.

A tecnologia que permite aos espectadores assistirem conteúdo da internet direto na TV é chamada de "Over the Top Television". Além da Apple TV e do Google TV, esse sistema está presente em videogames como o Wii, o Xbox 360 e o Playstation 3. Nos Estados Unidos, esses consoles de jogos conseguem dar acesso à Netflix, locadora virtual apontada como um dos motivos da decadência da Blockbuster. A maior rede de videolocadoras do mundo pediu concordata na semana passada.

O aparelho, que se conecta ao televisor e à banda larga, com cabo de rede ou conexão sem fio Wi-Fi, é oferecido em comodato para o cliente. Ele também funciona como media center. Ele busca conteúdo digital - como vídeo, fotos e música - nos PCs da casa, para exibi-lo na televisão.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inovação no marketing

Fonte: Revista Época Negócios

Decifre o que o consumidor deseja
O setor varejista aposta no neuromarketing para entender o comportamento do consumidor no ponto de venda

O ponto de venda virou um grande Big Brother. Indústria e varejo acompanham cuidadosamente o comportamento do consumidor neste local. Não é à toa. De acordo com levantamento do instituto Popai, especializado em vendas no varejo, é neste local que cerca de 70% das decisões de compra são tomadas. O que faz com que o comprador escolha o produto X e não o Y? Preço, qualidade ou marca?

Para tentar responder a essas perguntas e entender as reações do consumidor no processo de compra, o setor pediu ajuda à neurociência. Aliada ao estudo comportamental dos consumidores, a ciência se transformou em neuromarketing, técnica utilizada por grandes empresas como Unilever e Procter & Gamble nos Estados Unidos. “Há muitos mistérios no processo de decisão de compra que as pesquisas qualitativas podem prever”, afirma Michael Brammer, professor de Neuroimagem do Instituto de Psiquiatria do Kings College, em Londres.
Estudioso do tema a mais de 12 anos, Brammer acredita que as respostas dos consumidores em pesquisas qualitativas quase nunca mostram os reais desejos em relação aos produtos que querem comprar. Para decifrar a mente do consumidor, segundo o pesquisador, é fundamental usar ferramentas de pesquisa combinadas. “A mente humana é extremamente complexa e não é um único instrumento que consegue ter respostas definitivas”, afirma o cientista inglês, que esteve no Brasil para um workshop sobre inteligência de compra realizado no Insper, com patrocínio da agência de promoções especializada em varejo Ponto de Criação.
O neuromarketing utiliza técnicas de imagens cerebrais feitas por ressonância magnética para tentar entender como o cérebro reage quando exposto a mensagens relacionadas a experiência de consumo, identificando as zonas do cérebro estimuladas. Para chegar a este resultado, de acordo com Brammer, os aparelhos fazem esse trabalho, conseguindo traçar as atividades cerebrais, a formação de sinapses e as reações.

Entre as vantagens, está a possibilidade de descobrir o que uma campanha de marketing pode despertar nas pessoas e como isso pode influenciar na hora da compra. De acordo com o pesquisador, essa ciência pode permitir que uma empresa elabore melhor suas ações e instigue as pessoas. “É uma técnica que pode identificar o que as pessoas preferem de forma inconsciente ”, afirma o estudioso. “Com isso, a indústria e o varejo podem cruzar todas as informações disponíveis e fazer com que as escolhas fiquem mais fáceis”. A neurociência tem mostrado que emoção não se separa da razão. “É estranho compreender o porquê do mercado publicitário separar as campanhas institucionais, que trazem a emoção, das campanhas de varejo, voltadas ao racional para promover vendas", diz Brammer. “Elas devem ser interligadas para surtir efeito”. O professor afirma que o neuromarketing ainda encontra alguns entraves para a adoção.
O principal ainda é o preço. Ele estima que um projeto que une a neurociência com o comportamento do consumidor pode custar a partir de US$ 60.000. Além disso, há a impossibilidade de prever as mudanças de comportamento ou mesmo de estabelecer um padrão perfeito para determinadas ações de marketing, uma vez que uma série de fatores imprevisíveis influencia o resultado final. “Vale como um indicativo para entender a complexidade da relação entre a empresa e o consumidor”.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Design competition


O design vem ganhando visibilidade e importância no mundo. Um sinal disso é o site http://designcompetition.com/.


O site concentra uma lista das principais competições de design que acontecem em vários países (como Estados Unidos, Alemanha e Turquia). Há opções para todos os gostos. As competições podem ser de design de produtos, arquitetura, urbanismo, automóveis, comunicação, fotografia entre outros.

Como a própria campanha fala, estes concursos tendem a premiar a criatividade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Faça você mesmo


Para quem gosta de produtos personalizados para a casa, uma ótima opção é aderir aos serviços da UDesign.

O site permite comprar papéis de parede já desenvolvidos por designers ou você pode desenvolver o seu próprio. Ao desenvolver o seu próprio papel de parede você pode coloca-lo para votação e dividir com seus amigos a arte. O site tem um demo de como proceder para desenvolver o seu design.

Se você não tiver tanto talento para desenvolver do zero, também pode modificar cores, formatos, tamanhos ou adicionar textos nas opções existentes.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O elevator speech na era do Blackberry

O elevator speech não é mais o mesmo.

Quem hoje em dia não se deparou com uma situação dessas? Você precisando da atenção do seu chefe ou de alguém importante para vender a sua ideia incrível e o sujeito só presta atenção no BBM (Blackberry Messenger) e nos emails que devem ser respondidos asap? Você na hora tem certeza que o seu chefe nem liga pra você e que as suas ideias criativas são a última prioridade da vida dele.

Com este comportamento cada vez mais presente nos ambientes corporativos, o elevator speech deve se tornar ainda mais sucinto. Antes tínhamos que ser capazes de vender uma ideia em pouquíssimos minutos de maneira objetiva, clara e vendedora, pois o tempo já era escasso.

Agora, além de tudo isso, você deve ser incrível para ser capaz de dividir a atenção com um aparelho móvel que desvia totalmente a atenção de quem o carrega. Por isso, antes de decidir vender uma boa ideia para alguém que vive com um BB na mão, treine bastante para contar a sua estória de maneira ainda mais rápida e atrativa.

Falando em smartphones, Mark Dimassimo está promovendo uma campanha para que os dispositivos móveis sejam deixados de lado no dia 18 de setembro. Você consegue? A campanha foi batizada de Offling.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sabores dão lugar a estados de espírito em embalagem

Fonte: Revista Exame

Fabricado na Inglaterra, Firefly é um energético sem sabores definidos. Os inventores, Marcus Waley-Cohen e Harry Briggs, criaram os "gostos peculiares" do produto com base em estudos feitos por especialistas em ervas medicinais.

A invenção acabou sendo uma ideia de marketing. Nas embalagens, em vez de constar "morango, laranja,etc.", o que existe são observações sobre o estado de espírito de quem procura a bebida.
Pode-se escolher qual "sabor" comprar em função do humor naquele momento. No site, os consumidores podem enviar fotos e até customizar garrafinhas.

Além dos criativos sabores, outro acontecimento alavancou a bebida nas prateleiras: certa vez, para combater uma ressaca, príncipe Harry bebeu uma garrafinha do "líquido mágico".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A liberdade e a criação

No artigo da revista Época citado no post do dia 02 de agosto, falou-se muito da competência “criatividade” no ambiente corporativo. As empresas querem os criativos, mas muitas vezes não estão preparadas para tanto.

Ter pessoas dispostas a criar pressupõe gerir um ambiente com liberdade para a criação. Sempre que este assunto surge, a primeira empresa que vem à mente de todos é o Google onde os funcionários são “obrigados” a dedicar uma parte do seu tempo a algum projeto que não tenha relação com o seu dia-a-dia.

Quantos executivos, acionistas ou donos de empresa estão dispostos a “doar” uma parte do tempo dos seus funcionários para isso? Falar é fácil. Mas quando os desafios do dia-a-dia se colocam e cada um é responsável por apagar os fogos diários, “matar um leão por dia”, aí é que a porca torce o rabo! Além disso, geralmente a criatividade não está na meta de ninguém. Como você quantificaria uma meta por criar? E se alguém não tiver esse perfil, devemos cobrar?

O fato é que muitas empresas que arriscaram (sim, envolve risco!) dar liberdade para os funcionários criarem novas ideias e projetos, estão sendo recompensadas por isso. Vamos usar um exemplo diferente do usual Google. Se você for até o artigo do dia 09 de junho “Empreendedorismo dentro de casa gera lucro para Algar” é um exemplo brasileiro e lucrativo sobre como uma experiência como essa pode ser bem sucedida.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Frase inspiradora

"Whatever made you successful in the past won't in the future"
Lew Platt, CEO da HP

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Procuram-se criativos


Recomendo ler a matéria de capa da Revista Época desta semana: Procuram-se criativos
Leia aqui

A matéria fala da competência cada vez mais valorizada pelas empresas e dá algumas dicas de como você pode desenvolver a sua criatividade.